Alfred Binet

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Alfred Binet

Alfred Binet (8 de julho de 1857, Nice - 28 de outubro de 1911, Paris) foi um pedagogo e psicólogo francês. Ele ficou conhecido por sua contribuição à psicometria, a saber, foi o inventor do primeiro teste de inteligência, a base dos atuais testes de QI.

Filho de um médico e uma pintora, Alfred Binet nasceu a 8 de julho de 1857 em Nice. Ao término de seus estudos secundários, na escola Louis-le-Grand, em Paris, inicia os estudos de direito, medicina e ciências naturais.

Em 1905, por solicitação do governo francês, Alfred Binet publica uma escala métrica de inteligência que ele havia elaborado com Theodore Simon. Esta escala tinha por meta medir o desenvolvimento da inteligência das crianças de acordo com a idade (idade mental). Nos anos seguintes, proporia algumas melhorias.

Este trabalho foi o ponto de partida para muitos outros testes, em particular o de QI.

Quociente de inteligência

Quociente de inteligência (abreviado para QI, de uso geral) é uma medida obtida por meio de testes desenvolvidos para avaliar as capacidades cognitivas (inteligência) de um sujeito, em comparação ao seu grupo etário. A medida do QI é normalizada para que o seu valor médio seja de 100 e que tenha um determinado desvio-padrão, como 15.

Em 1916, Lewis Madison Terman propôs multiplicar o QI por 100, a fim de eliminar a parte decimal: QI = 100 x IM / IC, em que IM = idade mental e IC = idade cronológica.

Sendo assim, a fórmula exata do QI era:

Tabela de QI

Coeficiente de Eficiência

No começo dos anos 1920, Lewis Madison Terman deu início a um estudo maciço sobre crianças extraordinárias, que se estendeu por décadas a fio, batizado de Estudos Genéticos da Genialidade. Ele alegava que a maioria das crianças bem-sucedidas possuía genes de elite que as conduziam rumo ao sucesso por toda a vida. Para provar essa tese, começou a acompanhar quase 1.500 crianças californianas em idade escolar, identificadas através de testes de QI como " excepcionalmente superiores". Infelizmente, à medida que as crianças excepcionais de Terman amadureciam, se tornavam cada vez menos excepcionais. De fato, tornavam-se adultos mais saudáveis e bem-sucedidos do que a média norte-americana, mas muito poucos se revelavam geniais ou insuperáveis. Nenhuma delas ganhou o prêmio Nobel - como foi o caso de duas das crianças descartadas inicialmente nos testes. Nenhuma se tornou um músico de renome mundial - como duas das rejeitadas por Terman: Isaac Stern e Yehudi Menuhin. No fim das contas, o estudo épico de Terman sobre genialidade acabou se mostrando uma pesquisa sobre decepção.

A frustração foi especialmente aguda em relação à nata do grupo de Terman - os 5,0% que fizeram 180 ou mais pontos de QI. A impressão que fica é a de que os indivíduos estudados que fizeram acima de 180 pontos não são tão extraordinários quanto o esperado, concluiu David Henry Feldman, da Universidade de Tufts, em uma avaliação do estudo feita em 1984:
Tem-se a sensação decepcionante de que eles poderiam ter ido mais longe na vida.

Alguns anos depois, Feldman concluiu seu próprio estudo sobre seis crianças prodígio na música, na arte, no xadrez e na matemática. Nenhum dos seus objetos de pesquisa teve um desempenho extraordinário na vida adulta. Em sua pesquisa, Ellen Winner havia descoberto a mesma coisa . Em grande parte, as crianças talentosas, e até mesmo crianças prodígio, não se tornam grandes criadores na vida adulta , ela relatou.


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Quociente de Inteligência (Q.I.) - Teste de Alfred Binet.

Razonamiento - Abstract Reasoning